sexta-feira, 16 de março de 2012

Enamorando a vida.

               

 A vista pela janela era maravilhosa, luzes muito distantes e ao mesmo tempo fortes refletiam na escuridão. A temperatura estava perfeita, podia ouvir o meus respirar e o mover das folhas das árvores. O céu estava lindo, um tom de azul diferente e assim como eu, nenhum pouco certo... Totalmente dêgrade.
 A panela fervia a água calmamente, eu estava aprendendo a perceber os detalhes, sentir as cores, ver os cheiros, ouvir o amor ou a alegria. Eu estava aprendendo a valorizar o chão, a terra, o mar, o fogo, a água, o ar, o próximo, o distante, o meu eu, o seu teu, a vida! Sentia meu sangue borbulhar e arder, meus músculos queriam se mecher, meu corpo precisava viver.. Minha boca precisava praticar o movimento do riso, minhas costas já se sentiam livres de um peso que eu não sei de onde vinha, mas que fez parte de mim. Eu estava de volta, só que muito mais viva.
  Toda a calmaria e a paz daquele palácio no meio do mato estavam reinando dentro de mim, no meu ser. Um presente enviado para mim estava na varanda, dormindo feito um nenê, com seu lindo cabelo preto gelado, o semblante domado por inocência e tomando sem querer, um banho de lua. Eu não precisava e não queria mais nada, essa seria minha vida, estava decidida com o meu desejo... E a partir daquele momento passei a crer, que se eu for capaz querer é poder.
 Eu podia cantarolar, dançar nua como uma fez um rei, me deliciar com a vida, com os momentos mais simples porém não menos importantes. Eu nunca tive sensação como aquela, mas pude ter certeza, que era a melhor de todas. Eu tinha controle de mim, do meu e do nosso... Mas da vida, ah! Essa eu deixava me dominar de vez, me levar, sem medo e sem vergonha mas renovada, cheia de desejo e de ganância por felicidade. A minha história tinha se reiniciado, a vontade de viver triplicado, e a figurante inconstante e sem sal nem açúcar tinha mudado de cargo, de paixão e de mundo.

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